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Por que nos esforçamos tanto para agradar os outros?

  • Foto do escritor: Rafaela Maximo
    Rafaela Maximo
  • 14 de mar. de 2024
  • 3 min de leitura

Atualizado: 16 de mar. de 2024

Agradar os outros vem da necessidade de aceitação e validação externa; e até certo ponto pode até ser saudável: afinal, somos seres sociais, vivemos em grupo, e a sensação de pertencimento e comunidade é muito importante...


Mas, mulher, para termos uma vida mais satisfatória, com bem estar emocional, nós também precisamos ter um certo grau de autossuficiência, sabia?


Ou seja: se você tem prejuízos ou sofrimento pessoal por sempre buscar agradar o outro se você sacrifica partes importantes do seu Eu ou coisas que são importantes para você para priorizar o outro... já é algo que você precisa olhar com atenção. Acenda um sinal de alerta!


Se pergunte se você é uma pessoa que:

  • ...não consegue ou sempre sente muita culpa em falar "não";

  • ...sempre sacrifica do próprio conforto e bem estar para agradar outras pessoas;

  • ...tem medo que as pessoas pensem coisas ruins de você

  • ..."vai com o fluxo" para evitar discussões;

  • ...pede desculpas mesmo sem necessidade ou quando você não está errada;

  • ...fica contendo informação ou "segurando rojões" para proteger outros da realidade;

  • ...se sente insegura e tem medo de ser rejeitada (mesmo que seja por pessoas desconhecidas).


Se identificou?


Saiba, mulher, que assim como é possível desenvolver esse mecanismo, também é possível desconstruí-lo!


Muitas pessoas tem dificuldades parecidas e, conforme trilham seu caminho, se fortalecem para lidar com essas questões. Lembre-se, no entanto, que essa "instalação" não surgiu da noite para o dia, logo, aprender novos meios leva tempo e paciência, viu? Mas eu confio que você consegue.


Sugiro ainda que observe a forma como você se relaciona ou se relacionou com suas primeiras figuras de cuidado. Se por acaso eles eram pessoas:


  • Muito exigentes, difíceis de agradar, e que você precisava agradar muuuito para ter algum carinho ou outro retorno; ou

  • Muito hostis ou reativos e você precisava "pisar em ovos" o tempo todo; ou

  • Exigiam muito cuidado emocional o tempo todo, de forma que você não podia agir naturalmente;

Enfim, são dinâmicas que exigiram de ti uma adaptação: formas de se proteger de sentimentos ruins ou até mesmo atitudes violentas. Ter dificuldade em desagradar as outras pessoas, muitas vezes, tem raíz justamente nessas questões. E é entendendo essas raízes e o motivo de continuar nessa dinâmica que abrimos caminho mental para a mudança.


Mulher, é importante que você tenha em mente algumas das implicações desse funcionamento:

Quanto mais nos moldamos para agradar o outro, mais nos afastamos de nós mesmos. Ficamos mais insatisfeitos com a vida, vemos menos sentido nas coisas, nos estressamos e adoecemos muito mais. Vivemos muito menos.

Por isso, sente consigo mesma, e se pergunte muito sinceramente: quem você é quando não está tentando agradar ninguém? Do que você gosta? O que você prioriza? O que você sonha? Com o que você curte seu tempo? Quem você quer ser? Quem você admira? Quem te coloca para cima? Quem te faz se sentir mal consigo?


É muito importante começar a se alinhar nas outras áreas da sua vida, para buscar satisfação e identidade sem se basear na felicidade dos outros: quais seus sonhos de carreira? O que te faz sentir realizada? Como você está cuidando da sua saúde hoje? O que pode melhorar? Que coisas novas gostaria de aprender? O que você se sente bem fazendo para si?

Quanto mais conectada e satisfeita consigo você estiver, menos você dependerá da aprovação externa!

Espero que esse artigo tenha te dado algo interessante para refletir. Confie que você consegue!


sombras de flores no fundo e um texto na frente. No texto está escrito "Quanto mais nos moldamos para agradar o outro, mais nos afastamos de nós mesmos. Ficamos mais insatisfeitos com a vida, vemos menos sentido nas coisas, nos entressamos e adoecemos muito mais. Vivemos muito menos". Ao lado, em texto curvado, está marcada a autora: Psicóloga Rafaela Maximo.


 
 
 

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@psi.rafaelamaximo, 2021.
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